Começo a acreditar no amor
Palavra que há pouco tinha vergonha de dizer
Brega, chula, incapaz
Por vezes pensei assim
Não o assumia
Talvez não o quisesse
Era fase, passou
Difícil é entendê-lo
Sei que existe, tenho certeza!
Não sei nome, cor, idioma
Só sinto que ele me ronda
Bem perto, quase me encosta
Mas ainda não se apresentou
Ainda tem a dizer nome e endereço
E tenho que tomar nota
Ele são muitos
Está aqui e ali, acima, abaixo
De formas diferentes, ele nunca é igual
E têm uma habilidade,
Como talvez nada no mundo tenha:
A de nos alimentar, nos fazer forte
Como me sinto bem com ele
Como me sinto mal sem ele
Ele é capaz dos opostos
Ele está nos pólos
Reproduz-se no tempo
Movimenta-se como a luz
Pense no que é vital, ele é mais!
É o que ainda não sei
Mas sei que me cerca
E que me ronda há anos
domingo, 7 de setembro de 2008
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