quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Foi ao banco e pegou três

Quem disse que a diversão começa na sexta-feira? Quem disse que a "noitada" é só à noite? Apresento-lhes a evolução. Um retrato fiel do desenvolvimento humano. Não há nada mais moderno do que isso. Aliás, é um misto de pós-modernismo com Roma Antiga. Acabou a necessidade de esperar o fim de semana para “botar as manguinhas de fora”. Afinal, pra que perder tempo? Basta uma ida ao banco, e você já sai pontuando. No mínimo um ou dois números de telefone você leva. E olha que nem vai gastar muita labia. Lembra de outros tempos? O galanteio, mirar a menina, jogar o charme. Que nada! Vai ao banco.
Penso em relacionar o fato a várias correntes. Feminismo, Ultra-feminismo, Feministas Xiitas. Mas não importa pensar agora em razões antropológicas. A verdade é que as coisas mudaram, e pronto! Elas estão ditando as regras do jogo. E nós, homens, estamos perdidos. Não sabemos mais como agir. Estamos deixando a coisa fluir, mas sem saber pra onde.
Tudo bem! Não vou aqui me abster das minhas culpas. O homem é grande responsável por todas essas mudanças, e claro, sem perceber. As mulheres simplesmente levantaram a cabeça e correram atrás. Mas esqueceram da imensa capacidade que têm de ir além. Elas são mais. Muito mais (inclusive em quantidade). Antes sabíamos nos impor de outras maneiras. E foi assim por muito tempo. Mas agora estamos na lona. E já abriram a contagem. Acho que pecamos na preparação ou subestimamos o adversário. É como nosso irmão mais novo, que enquanto é mais fraco, zombamos, batemos. Mas o irmão cresceu... e agora? Bem, enquanto continuo devaneando sobre motivos e soluções, a “azaração” continua nas melhores filas perto de você. Quer saber mais sobre o assunto? Vai ao banco. Meu sobrinho foi lá, e pegou três.
(Bruno Benjamim)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Os Dias

Tem dias que tenho certeza
Que dobro a aposta
Que bato na mesa
Tem dias que não

Tem dias que o dia não passa
Que fico de graça
Que sento na praça
Tem dias que não

Tem dias que invento e reinvento
Que mal me agüento
Que tenho talento
Tem dias que não

Tem dias que volto à escola
Que brinco de bola
Que toco viola
Tem dias que não

Tem dias que a noite vira dia
Que a cinza é azul
Que a chuva irradia
E tem dias que não

Queria reviver tais dias
Queria que fossem sempre bons
Mas tem dias que sim
E outros que não
(Bruno Benjamim)