Na verdade, já cheguei aos trinta há algum tempo. O fantasma da tal idade nos faz esquecer até dos vinte e oito, dos vinte e nove. Ele toma conta da gente. Não é a gente que vive os trinta. Os trinta é que vivem da gente. Isso tudo por uma simples razao. É aos trinta, que damos a primeira pausa na vida. É tempo de sentar e pensar efetivamente no que fizemos. E mais, por onde fizemos. Pensar no que valeu a pena. No que vale seguir. É hora de avaliação. De retratação. Agora batem os primeiros e fortes arrependimentos. Mas em contra-partida, sabemos que ainda há tempo de mudar os nossos erros, nossas maneiras, nossos modos. Na verdade sempre há, mas aqui, ainda nos sentirmos realmente em plenas condições.
Nossa vida é feita de fases. Na nossa infância apenas vivemos. Ainda nao temos dicernimento e nem motivos suficientes para parar e pensar em alguma coisa. Somos levados pelo turbilhão de acontecimentos e novidades. Nunca tivemos tantos “amigos” e atividades. Mas pouco de tudo isso seguirá com a gente.
A adolescência é a fase de descobertas. Palavras novas, sentimentos novos. Hormônios, Sexo. Hora de começar a viver o que vamos venerar pelo resto da vida. Tempo de ter vergonha, medo. Tempo de sonhar.
A juventude vem premiar tudo aquilo que penamos até chegar a ela. Mas principalmente é um tempo de escolhas. Profissão, dinheiro, amores. Pesos pesados que devem ser conciliados numa mistura de responsabilidade e deslumbramentos. Tudo é tão bom, tão intenso, tão novo, tão sem justificativas. E mais uma vez, ainda não demos tempo ao tempo. Simplesmente vivemos.
Mas aí ... chegamos aos trinta. Arrastando pensamentos. Trazendo novas questões, e nos fazendo guinar numa segunda escolha, mais importante do que a primeira. Ou quem sabe, nos confirmando o que já vinha sendo feito. Nos mostrando a certeza do caminho correto e nos dando permissão de se entregar ao mundo de vez.
Viver aos trinta é tudo aquilo que já sabemos. Ter experiência e um bocado de saúde. Ter confianca pra falar do que sabe. Ter orgulho de ser o que é. Viver aos trinta é estar entre os vinte e os quarenta. Poder usar roupa de novo sem parecer brega e usar roupa de velho sem parecer que já era. Chegar aos trinta é saber falar e escutar. É saber escolher.
Agora, são apenas duas horas nesses trinta anos, e já me sinto tão bem. Se soubesse que seria assim, não teria me preocupado tanto com ele.
domingo, 7 de setembro de 2008
Simples e Assim
Tem um sorriso me rondando
Uma forma convincente de se apropriar
Praticamente me tomando as rédeas
Possuindo os meus atos, minhas vontades
Atrevendo-se, atrevendo-se
Tem um jeito único
Poderoso, virtuoso
Ele une, agrega
Judeus, palestinos
Ele cessa a guerra!
Leva à lua, à rua
Leva e traz
E é capaz de mais
De muito mais
De inesperados feitos
E tudo isso sem saber direito
Por que pra mim, ele é assim:
Simples e assim
Uma forma convincente de se apropriar
Praticamente me tomando as rédeas
Possuindo os meus atos, minhas vontades
Atrevendo-se, atrevendo-se
Tem um jeito único
Poderoso, virtuoso
Ele une, agrega
Judeus, palestinos
Ele cessa a guerra!
Leva à lua, à rua
Leva e traz
E é capaz de mais
De muito mais
De inesperados feitos
E tudo isso sem saber direito
Por que pra mim, ele é assim:
Simples e assim
Cada um, com seu cada qual
Parece simples. Mas da simplicidade surgem as melhores idéias. E foi assim, de um breve comentário proferido por uma amiga, que saltou mais um desses pensamentos, que de insano tornou-se prosa.
Disse ela assim: - “O homem nunca saberá a dor do parto, e a mulher, nunca terá o desprazer de um chute nos culhões!".
Sim! É sério. Mais que sério, é poético! Quando ouvi, sabia que não podia deixar passar. Senti-me quase na obrigacao de desenvolver. E mais ainda, de me aproveitar de tão esperta indagação.
Você já parou para pensar? Nessa simples sacação, reside uma das maiores verdades humanas: ”Cada um com seu cada qual!”. Nada poderia caracterizar melhor esse bordão do que a nossa própria biologia.
Cada um de nós carrega as suas próprias dores. Nao podemos entender o sentimento do outro. Cada qual sente da sua maneira. Já nascemos assim, com as nossas diferenças.
O homem nunca saberá o que as mulheres passam na hora do parto. Tudo aquilo que nos é relatado, é assustador, relutável, indagador. Mas quem duvida? Eu não! Elas, e só elas podem saber do que estão falando.
E as mulheres? Nunca terão que passar pelo desprazer de um chute lá embaixo. Aquela dor que não começa, mas termina em cada pedacinho vivo do nosso corpo. Uma dor que sobe, sobe e se transforma em todas as dores que podemos sentir: de barriga, de cabeça, ... todas as dores em uma só, e uma só por todas elas.
Certas coisas não podemos mudar, e melhor que seja assim. Desse jeito podemos desenvover a capacidade de entender quem está a nossa frente, aceitando as suas fraquezas e louvando as suas virtudes. E tudo isso da melhor forma que poderia haver: SEM COMPARACOES!
Disse ela assim: - “O homem nunca saberá a dor do parto, e a mulher, nunca terá o desprazer de um chute nos culhões!".
Sim! É sério. Mais que sério, é poético! Quando ouvi, sabia que não podia deixar passar. Senti-me quase na obrigacao de desenvolver. E mais ainda, de me aproveitar de tão esperta indagação.
Você já parou para pensar? Nessa simples sacação, reside uma das maiores verdades humanas: ”Cada um com seu cada qual!”. Nada poderia caracterizar melhor esse bordão do que a nossa própria biologia.
Cada um de nós carrega as suas próprias dores. Nao podemos entender o sentimento do outro. Cada qual sente da sua maneira. Já nascemos assim, com as nossas diferenças.
O homem nunca saberá o que as mulheres passam na hora do parto. Tudo aquilo que nos é relatado, é assustador, relutável, indagador. Mas quem duvida? Eu não! Elas, e só elas podem saber do que estão falando.
E as mulheres? Nunca terão que passar pelo desprazer de um chute lá embaixo. Aquela dor que não começa, mas termina em cada pedacinho vivo do nosso corpo. Uma dor que sobe, sobe e se transforma em todas as dores que podemos sentir: de barriga, de cabeça, ... todas as dores em uma só, e uma só por todas elas.
Certas coisas não podemos mudar, e melhor que seja assim. Desse jeito podemos desenvover a capacidade de entender quem está a nossa frente, aceitando as suas fraquezas e louvando as suas virtudes. E tudo isso da melhor forma que poderia haver: SEM COMPARACOES!
Mais uma tentativa de falar de amor
Começo a acreditar no amor
Palavra que há pouco tinha vergonha de dizer
Brega, chula, incapaz
Por vezes pensei assim
Não o assumia
Talvez não o quisesse
Era fase, passou
Difícil é entendê-lo
Sei que existe, tenho certeza!
Não sei nome, cor, idioma
Só sinto que ele me ronda
Bem perto, quase me encosta
Mas ainda não se apresentou
Ainda tem a dizer nome e endereço
E tenho que tomar nota
Ele são muitos
Está aqui e ali, acima, abaixo
De formas diferentes, ele nunca é igual
E têm uma habilidade,
Como talvez nada no mundo tenha:
A de nos alimentar, nos fazer forte
Como me sinto bem com ele
Como me sinto mal sem ele
Ele é capaz dos opostos
Ele está nos pólos
Reproduz-se no tempo
Movimenta-se como a luz
Pense no que é vital, ele é mais!
É o que ainda não sei
Mas sei que me cerca
E que me ronda há anos
Palavra que há pouco tinha vergonha de dizer
Brega, chula, incapaz
Por vezes pensei assim
Não o assumia
Talvez não o quisesse
Era fase, passou
Difícil é entendê-lo
Sei que existe, tenho certeza!
Não sei nome, cor, idioma
Só sinto que ele me ronda
Bem perto, quase me encosta
Mas ainda não se apresentou
Ainda tem a dizer nome e endereço
E tenho que tomar nota
Ele são muitos
Está aqui e ali, acima, abaixo
De formas diferentes, ele nunca é igual
E têm uma habilidade,
Como talvez nada no mundo tenha:
A de nos alimentar, nos fazer forte
Como me sinto bem com ele
Como me sinto mal sem ele
Ele é capaz dos opostos
Ele está nos pólos
Reproduz-se no tempo
Movimenta-se como a luz
Pense no que é vital, ele é mais!
É o que ainda não sei
Mas sei que me cerca
E que me ronda há anos
O Mundo é Quadrado
Em cada braço, em cada passo
Em cada mão, as cores
Diferentes cores
Miscigenando idéias e ideais
Duas palavras iguais
E só um "i" faz diferenca
Só um "i" faz das idéias, ideais
Muda a posição e muda muito
Que diferença faz
Que diferença faria
Se mudássemos mais
Os As, os Es
Todas as vogais
Mas o espaço é pouco
A sala, pequena
O envolcro é de madeira
A madeira é espessa
Impermeável, intransponível
E farpas, muitas farpas
Mas lá dentro, quanta gente!
Gente nova, gente boa, gente gente
Um mundo inteiro, inteirinho
Cabendo ali, naquele metro
Naquele metrinho, quadrado
O mundo é quadrado
Os antigos temores se confirmam
Os navegadores estavam certos
O mundo é quadrado
Em cada aresta, precipício
Em cada precipício, queda
E mais, o mundo nao gira pra todos
Gira pra poucos
E gira bem, gira bonito
Mas enquanto isso na sala
Gente, gente boa, gente nova
Gente querendo ser gente
Mas o mundo,
O mundo é quadrado
Dentro e fora da sala
(Bruno Benjamim)
Em cada mão, as cores
Diferentes cores
Miscigenando idéias e ideais
Duas palavras iguais
E só um "i" faz diferenca
Só um "i" faz das idéias, ideais
Muda a posição e muda muito
Que diferença faz
Que diferença faria
Se mudássemos mais
Os As, os Es
Todas as vogais
Mas o espaço é pouco
A sala, pequena
O envolcro é de madeira
A madeira é espessa
Impermeável, intransponível
E farpas, muitas farpas
Mas lá dentro, quanta gente!
Gente nova, gente boa, gente gente
Um mundo inteiro, inteirinho
Cabendo ali, naquele metro
Naquele metrinho, quadrado
O mundo é quadrado
Os antigos temores se confirmam
Os navegadores estavam certos
O mundo é quadrado
Em cada aresta, precipício
Em cada precipício, queda
E mais, o mundo nao gira pra todos
Gira pra poucos
E gira bem, gira bonito
Mas enquanto isso na sala
Gente, gente boa, gente nova
Gente querendo ser gente
Mas o mundo,
O mundo é quadrado
Dentro e fora da sala
(Bruno Benjamim)
sábado, 5 de abril de 2008
Satisfação versus Realização
A relação que temos com os nossos sonhos é a mesma de um amor intenso. Daqueles que desejamos viver, mas que na mesma medida, nos aticam o medo da decepção. Talvez por não conseguirmos conquistá-los ou por não serem exatamente da forma como imaginamos. Mas por ser o "nosso sonho", ele de uma forma ou de outra, faz parte da gente, da nossa alma, da nossa essência. É a pedra fundamental da nossa formação. Justamente por isso, na decepção, nos fere, nos machuca. E muitas vezes, como no amor, deixamos de vivê-lo e optamos por algo mais confortável, que carregue a sempre desejada segurança. E em troca nos oferece outra forma de satisfação, muito menos verdadeira e intensa.
Satisfação não traz realização. Enquanto deixarmos os nossos sonhos de lado e tentarmos a satisfação de outras maneiras, não ficaremos completos. Também estaremos nos deixando de lado. A realização é fruto dos nossos sonhos conquistados. Ou pelo menos tentados.
(Bruno Benjamim)
Satisfação não traz realização. Enquanto deixarmos os nossos sonhos de lado e tentarmos a satisfação de outras maneiras, não ficaremos completos. Também estaremos nos deixando de lado. A realização é fruto dos nossos sonhos conquistados. Ou pelo menos tentados.
(Bruno Benjamim)
quarta-feira, 26 de março de 2008
Uma noite em São Tomé
Já passava das dez em São Tomé das Letras. Devo admitir que não esperava muito mais daquela noite. Mas como de costume, ainda havia tempo para mais uma cerveja.
O inusitado é camaleônico. Não se apresenta da mesma forma. E dessa vez adentrou uma espelunca em frente à principal (e única) praça da cidade. O lugar estava cheio. As figuras que lá estavam, miscigenavam a paisagem humana. Em cima de engradados de Malt 90, cobertos com folhas de compensado, um jovem cantor com um violão de aço, amplificado por cansados equipamentos de som, cantava batidas músicas brasileiras.
Decidi ficar e acompanhar tudo do fundo do bar, já que por algum motivo, percebia que aquilo poderia tornar-se interessante.
De repente um homem se aproxima, e com uma "casinha" artesanal na mão, feita de pedras São Tomé, oferece: - Cinco merréis. Tomei um susto, mas de cara recusei. Até porque por toda cidade vendiam a um. - Três entao. - Um só! – insistiu um tanto furioso. Continuei recusando. Foi quando o “Casinha”, já impaciente, falou: - Então segura pra mim que vou ao banheiro. Partiu escorando-se pelas paredes rumo à porta mais próxima. Até onde contei se passaram uns dez minutos. Foi quando perdi a paciência, larguei a casinha na mesa mais próxima e busquei uma nova posição no lugar. Depois de meia hora, avistei-o azucrinando outras pessoas em outro ponto do bar, tendo abandonando a referida casinha na mesma mesa que deixei.
O show continuava fervendo. Foi quando entrou em cena o "flautista". Um sujeito cabeludo, um tanto castigado pelo tempo e pelo estado ébrio. Flauta em punho, ar soberano, confiança plena. Ele parou em frente ao palco e começou a tocar, acompanhando as canções interpretadas pelo cantor. Mas nem se ele tivesse pulmão de aço conseguiria ser escutado. O som do lugar estava altissimo. Ele não passava de mais um figurante no meio de toda aquela gente. Mas quase se tornou protagonista, quando insistiu num ato um tanto quanto curioso, em fechar a braguilha da calça no meio do salão, num processo que contou com umas cinco tentativas, sempre, claro, apoiado pelo seu amigo "professor". Este, que seria o último personagem a entrar em cena.
Ele foi anunciado pelo cantor. Neste momento realmente acreditei que a noite ganharia em qualidade musical. Afinal de contas foi anunciado assim: “- Gostaria de chamar, pra cantar pra gente, o meu grande professor!". Para minha surpresa, o sujeito que vai para o palco, é o mesmo que estava, desde o início do show, tentando consertar as cordas de outro violão, em uma cena de pura comoção, tamanha a dificuldade encontrada. Sem ficar atrás de seus companheiros, no que tange o estado etílico, ele subiu ao palco e cantou junto com seu pupilo mais algumas canções, fazendo assim a felicidade geral do público, que a esta altura já estava em êxtase.
O inusitado é assim. Está por aí, por aqui. Anda por becos sem deixar rastro. Mas quando você menos espera, ele pode aparecer bem na sua frente.
O inusitado é camaleônico. Não se apresenta da mesma forma. E dessa vez adentrou uma espelunca em frente à principal (e única) praça da cidade. O lugar estava cheio. As figuras que lá estavam, miscigenavam a paisagem humana. Em cima de engradados de Malt 90, cobertos com folhas de compensado, um jovem cantor com um violão de aço, amplificado por cansados equipamentos de som, cantava batidas músicas brasileiras.
Decidi ficar e acompanhar tudo do fundo do bar, já que por algum motivo, percebia que aquilo poderia tornar-se interessante.
De repente um homem se aproxima, e com uma "casinha" artesanal na mão, feita de pedras São Tomé, oferece: - Cinco merréis. Tomei um susto, mas de cara recusei. Até porque por toda cidade vendiam a um. - Três entao. - Um só! – insistiu um tanto furioso. Continuei recusando. Foi quando o “Casinha”, já impaciente, falou: - Então segura pra mim que vou ao banheiro. Partiu escorando-se pelas paredes rumo à porta mais próxima. Até onde contei se passaram uns dez minutos. Foi quando perdi a paciência, larguei a casinha na mesa mais próxima e busquei uma nova posição no lugar. Depois de meia hora, avistei-o azucrinando outras pessoas em outro ponto do bar, tendo abandonando a referida casinha na mesma mesa que deixei.
O show continuava fervendo. Foi quando entrou em cena o "flautista". Um sujeito cabeludo, um tanto castigado pelo tempo e pelo estado ébrio. Flauta em punho, ar soberano, confiança plena. Ele parou em frente ao palco e começou a tocar, acompanhando as canções interpretadas pelo cantor. Mas nem se ele tivesse pulmão de aço conseguiria ser escutado. O som do lugar estava altissimo. Ele não passava de mais um figurante no meio de toda aquela gente. Mas quase se tornou protagonista, quando insistiu num ato um tanto quanto curioso, em fechar a braguilha da calça no meio do salão, num processo que contou com umas cinco tentativas, sempre, claro, apoiado pelo seu amigo "professor". Este, que seria o último personagem a entrar em cena.
Ele foi anunciado pelo cantor. Neste momento realmente acreditei que a noite ganharia em qualidade musical. Afinal de contas foi anunciado assim: “- Gostaria de chamar, pra cantar pra gente, o meu grande professor!". Para minha surpresa, o sujeito que vai para o palco, é o mesmo que estava, desde o início do show, tentando consertar as cordas de outro violão, em uma cena de pura comoção, tamanha a dificuldade encontrada. Sem ficar atrás de seus companheiros, no que tange o estado etílico, ele subiu ao palco e cantou junto com seu pupilo mais algumas canções, fazendo assim a felicidade geral do público, que a esta altura já estava em êxtase.
O inusitado é assim. Está por aí, por aqui. Anda por becos sem deixar rastro. Mas quando você menos espera, ele pode aparecer bem na sua frente.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Foi ao banco e pegou três
Quem disse que a diversão começa na sexta-feira? Quem disse que a "noitada" é só à noite? Apresento-lhes a evolução. Um retrato fiel do desenvolvimento humano. Não há nada mais moderno do que isso. Aliás, é um misto de pós-modernismo com Roma Antiga. Acabou a necessidade de esperar o fim de semana para “botar as manguinhas de fora”. Afinal, pra que perder tempo? Basta uma ida ao banco, e você já sai pontuando. No mínimo um ou dois números de telefone você leva. E olha que nem vai gastar muita labia. Lembra de outros tempos? O galanteio, mirar a menina, jogar o charme. Que nada! Vai ao banco.
Penso em relacionar o fato a várias correntes. Feminismo, Ultra-feminismo, Feministas Xiitas. Mas não importa pensar agora em razões antropológicas. A verdade é que as coisas mudaram, e pronto! Elas estão ditando as regras do jogo. E nós, homens, estamos perdidos. Não sabemos mais como agir. Estamos deixando a coisa fluir, mas sem saber pra onde.
Tudo bem! Não vou aqui me abster das minhas culpas. O homem é grande responsável por todas essas mudanças, e claro, sem perceber. As mulheres simplesmente levantaram a cabeça e correram atrás. Mas esqueceram da imensa capacidade que têm de ir além. Elas são mais. Muito mais (inclusive em quantidade). Antes sabíamos nos impor de outras maneiras. E foi assim por muito tempo. Mas agora estamos na lona. E já abriram a contagem. Acho que pecamos na preparação ou subestimamos o adversário. É como nosso irmão mais novo, que enquanto é mais fraco, zombamos, batemos. Mas o irmão cresceu... e agora? Bem, enquanto continuo devaneando sobre motivos e soluções, a “azaração” continua nas melhores filas perto de você. Quer saber mais sobre o assunto? Vai ao banco. Meu sobrinho foi lá, e pegou três.
(Bruno Benjamim)
Penso em relacionar o fato a várias correntes. Feminismo, Ultra-feminismo, Feministas Xiitas. Mas não importa pensar agora em razões antropológicas. A verdade é que as coisas mudaram, e pronto! Elas estão ditando as regras do jogo. E nós, homens, estamos perdidos. Não sabemos mais como agir. Estamos deixando a coisa fluir, mas sem saber pra onde.
Tudo bem! Não vou aqui me abster das minhas culpas. O homem é grande responsável por todas essas mudanças, e claro, sem perceber. As mulheres simplesmente levantaram a cabeça e correram atrás. Mas esqueceram da imensa capacidade que têm de ir além. Elas são mais. Muito mais (inclusive em quantidade). Antes sabíamos nos impor de outras maneiras. E foi assim por muito tempo. Mas agora estamos na lona. E já abriram a contagem. Acho que pecamos na preparação ou subestimamos o adversário. É como nosso irmão mais novo, que enquanto é mais fraco, zombamos, batemos. Mas o irmão cresceu... e agora? Bem, enquanto continuo devaneando sobre motivos e soluções, a “azaração” continua nas melhores filas perto de você. Quer saber mais sobre o assunto? Vai ao banco. Meu sobrinho foi lá, e pegou três.
(Bruno Benjamim)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Os Dias
Tem dias que tenho certeza
Que dobro a aposta
Que bato na mesa
Tem dias que não
Tem dias que o dia não passa
Que fico de graça
Que sento na praça
Tem dias que não
Tem dias que invento e reinvento
Que mal me agüento
Que tenho talento
Tem dias que não
Tem dias que volto à escola
Que brinco de bola
Que toco viola
Tem dias que não
Tem dias que a noite vira dia
Que a cinza é azul
Que a chuva irradia
E tem dias que não
Queria reviver tais dias
Queria que fossem sempre bons
Mas tem dias que sim
E outros que não
(Bruno Benjamim)
Que dobro a aposta
Que bato na mesa
Tem dias que não
Tem dias que o dia não passa
Que fico de graça
Que sento na praça
Tem dias que não
Tem dias que invento e reinvento
Que mal me agüento
Que tenho talento
Tem dias que não
Tem dias que volto à escola
Que brinco de bola
Que toco viola
Tem dias que não
Tem dias que a noite vira dia
Que a cinza é azul
Que a chuva irradia
E tem dias que não
Queria reviver tais dias
Queria que fossem sempre bons
Mas tem dias que sim
E outros que não
(Bruno Benjamim)
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