O Hermetismo dos meus pensamentos
Disfarça minhas duras certezas
Esvai minhas inseguranças
Inunda os meus vazios
(Bruno Benjamim)
domingo, 30 de dezembro de 2007
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Dissonância Harmoniosa
Em certas horas
Decido romper o silêncio
De um vazio que me inunda
Mas de nada adianta
O som que ouço me suplanta, me abafa, me agride
E insiste em soar
Alto pra dentro de mim
Desconexo, descomposto, decidido
Uma ampla freqüência
Complicada
Meus sentidos não suportam
E enquanto isso, canto
Um canto efêmero, utópico
Tento achar o tom, o mesmo tom
Tento harmonizar
É inútil ir contra
A dissonância parece sem fim
Preciso entender melhor
Estudar, achar a síntese
Mas talvez o melhor caminho
Ainda não esteja escrito
Tenho que descobrir
E me redescobrir
É preciso aprender uma bela canção
Pra enfim, criar uma ainda mais bela
(Bruno Benjamim)
Decido romper o silêncio
De um vazio que me inunda
Mas de nada adianta
O som que ouço me suplanta, me abafa, me agride
E insiste em soar
Alto pra dentro de mim
Desconexo, descomposto, decidido
Uma ampla freqüência
Complicada
Meus sentidos não suportam
E enquanto isso, canto
Um canto efêmero, utópico
Tento achar o tom, o mesmo tom
Tento harmonizar
É inútil ir contra
A dissonância parece sem fim
Preciso entender melhor
Estudar, achar a síntese
Mas talvez o melhor caminho
Ainda não esteja escrito
Tenho que descobrir
E me redescobrir
É preciso aprender uma bela canção
Pra enfim, criar uma ainda mais bela
(Bruno Benjamim)
Não Somos Suiços!
Tendemos sempre a nos revoltar quando nos deparamos com fatos como este do menino João Hélio ... e a revolta nos faz pensar com imediatismo. É certo que nosso desejo de cura da violência é imediato. Mas as causas e principalmente a cura não são. Difícil é convencer as pessoas, principalmente as envolvidas, a pensarem assim. Mas o que vemos ao longo desses anos de caos urbano são os mesmos sentimentos de revolta e os mesmos imediatismos que só prorrogam o próximo ato. Que tal deslocar a direção dessas reações, e virar o foco para nós mesmos? Será que já não é a hora de discutir a nossa própria maneira de lidar com as injustiças. É fácil ver um rosto distorcido de raiva, de revolta e indignação, perante mortes crueis e injustas. Quem não fica assim? Mas quando falamos em combater a miséria e a indigência desses candidatos a "assassinos", muitos desses rostos mantém-se intactos. Nem um só desfalque de estética. Falo do individualismo, do egoísmo. No país "em desenvolvimento" capitalista, que vivemos, não existe milagre do crescimento. A renda não vai multiplicar. Ou paramos com essa idiotice individualista, ou vamos nos afundar mais ainda na lama social. Todo mundo quer o país menos pobre, mas ninguém ousa arriscar o "seu". Pensar em um país melhor, é viver essa mudança. É aceitar medidas para a maioria, que definitivamente não somos nós. "Nós", porque tenho certeza de que quem lê um artigo na rede, está longe dos que julgamos como realmente pobres. Então não adianta pensarmos como suiços. Não somos suiços!
Trazendo pro cotidiano, é fácil deparar-se com esses atos e descasos. O que mais se vê, são discursos moralistas e auto-valorizações profissionais escoradas em papinhos curriculares, aptos a trabalhos em grupo, união pra fazer a força. Besteira. Pessoas que não sabem dividir um espaço, ou dar a frente no trânsito, não sabem o que é isso. A autocrítica mentirosa em prol do individualismo. Todo mundo quer chegar na frente. Quer comprar o carro do ano primeiro, quer comprar a casa em condomínio fechado primeiro, quer dar a volta ao mundo primeiro. Mas ceder o lugar na fila seria incapaz. Revoltar-se com os fatos e cobrar um país melhor é moleza, mas ceder 10 minutos da sua escalada de sucesso seria demais.O individualismo é alicerce do capitalismo, mas pode não ser alicerce da nossa decadência. Uma autólise inconsciente. Não vamos deixar mais uma vez a solução para os outros. Vamos agir por nós mesmos, e assim faremos por todos. Ou botamos a mão na consciência, e paramos de agredir o nosso cotidiano, ou cada vez mais potencializaremos a nossa própria violência.
(Bruno Benjamim)
Trazendo pro cotidiano, é fácil deparar-se com esses atos e descasos. O que mais se vê, são discursos moralistas e auto-valorizações profissionais escoradas em papinhos curriculares, aptos a trabalhos em grupo, união pra fazer a força. Besteira. Pessoas que não sabem dividir um espaço, ou dar a frente no trânsito, não sabem o que é isso. A autocrítica mentirosa em prol do individualismo. Todo mundo quer chegar na frente. Quer comprar o carro do ano primeiro, quer comprar a casa em condomínio fechado primeiro, quer dar a volta ao mundo primeiro. Mas ceder o lugar na fila seria incapaz. Revoltar-se com os fatos e cobrar um país melhor é moleza, mas ceder 10 minutos da sua escalada de sucesso seria demais.O individualismo é alicerce do capitalismo, mas pode não ser alicerce da nossa decadência. Uma autólise inconsciente. Não vamos deixar mais uma vez a solução para os outros. Vamos agir por nós mesmos, e assim faremos por todos. Ou botamos a mão na consciência, e paramos de agredir o nosso cotidiano, ou cada vez mais potencializaremos a nossa própria violência.
(Bruno Benjamim)
O moderador de sonhos
Ao mesmo tempo que passo por antigos prazeres
Me deleito ao novo, ao inesperado
Decerto que me torna ousado
Impera a minha inquietude
Meu desejo por algo melhor
Ou simplesmente diferente
Indesejável é o que fica
Num tempo variante
Amarga, arde, queima
Uma eternidade de horas, dias ou meses
Um dissabor vazio
Na espera pelo que vem
A decepção é o algoz
É carrasco e não poupa
O risco é nosso alerta
Nosso moderador
Inverte nossas vontades
Pondera os nossos sonhos
E atiça os nossos medos
(Bruno Benjamim)
Me deleito ao novo, ao inesperado
Decerto que me torna ousado
Impera a minha inquietude
Meu desejo por algo melhor
Ou simplesmente diferente
Indesejável é o que fica
Num tempo variante
Amarga, arde, queima
Uma eternidade de horas, dias ou meses
Um dissabor vazio
Na espera pelo que vem
A decepção é o algoz
É carrasco e não poupa
O risco é nosso alerta
Nosso moderador
Inverte nossas vontades
Pondera os nossos sonhos
E atiça os nossos medos
(Bruno Benjamim)
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